A subjetividade não é algo que se possui, nem um núcleo estável que define quem alguém é. Ela se constitui no tempo, na linguagem, nos encontros e desencontros que marcam uma vida. Não nasce pronta, nem se organiza de forma linear.
Essa pergunta aparece com frequência e supõe que haveria um ponto ideal — um tempo certo, uma condição adequada — a partir da qual a análise poderia, então, começar. Talvez seja decepcionante, mas a psicanálise não se orienta por essa lógica.